Domingo, 24 de Agosto de 2008


São Batuque, o santo padroeiro dos batuqueiros, reuni seus fiéis numa reverência a cultura popular brasileira.É só levar seu instrumento e participar da celebração!!!


Para alimentar a diversidade da capital do País, o São Batuque promove o encontro da cultura popular brasileira com o público brasiliense. A quarta edição do São Batuque é composta por 4 intervenções na cidades de Brasília: uma exposição fotográfica,uma semana de oficina,uma aula-espetáculoe uma grande festa.


"É através da cultura popular que o povo se torna presente na sociedade oficial e dá voz aos seus desejos, cria para si mesmo um teatro e uma escola, preserva um imenso cabedal de conhecimentos, mantém a sua alegria, a sua coesão e seu espírito de iniciativa."

Théo Brandão



Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

A EXPOSIÇÃO


AS OFICINAS


As oficinas são ministradas pelo grupo convidado de cada edição, que contam suas histórias e ensinam as danças e ritmos de suas manifestações.

Cria-se uma oportunidade para o diálogo e a troca de experiências, enriquecendo uns aos outros e disseminando conhecimentos consistentes da história e fazer cultural de um povo.

Dança e percussão com Afoxé Alafin Oyó
Dias: 11 a 14 de agosto
Local: Espaço Mosaico 714/15 Norte
Hora: 19h às 21h
Inscrições: 8114 1520

A AULA-ESPETÁCULO

A AULA-ESPETÁCULO COM AFOXÉ ALAFIN OYÓ

Mestres, que muitas vezes não tiveram acesso ao ensino formal, carregam sabedorias e conhecimentos tão importantes quanto conceitos acadêmicos para o formação de indivíduos conscientes do mundo ao seu redor.

Dia 15 de agosto
Local: Escola de Música de Brasília (602 sul)
Hora: 20h

A FESTA

Uma festa digna de vossa devoção!


O evento tem início no fim da tarde do domingo, é marcado por apresentações de grupos locais e do grupo convidado.
Sobre uma mesma temática, reúnem-se diversas linguagens para celebrar a cultura popular.

A festa tem início com o grupo batizado de São Batuque, momento em que público e artistas se reúnem para tocarem juntos, estimulando a troca e a criação coletiva.

É só levar seu instrumento e participar da celebração!!!

Próxima edição:

17 de agosto de 2008 às 17h no Clube da Imprensa.

- Afoxé Alafin Oyó (PE)
- Patacão de Sola (Lupa e George Lacerda)
-Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro
- DJ Márcio Magajanes
- VJ Padjam

Participações especiais:
- Larissa Montenegro(ChicoCorrea&EletronicBand)
- DJ Rocha Miranda.
-Flávio Rubens (na rabeca)

Terça-feira, 29 de Julho de 2008

AS ATRAÇÕES



Afoxé Alafin Oyó (PE)
Como a maioria das manifestações culturais brasileiras, o afoxé transcende o Carnaval, pois é uma representação da religiosidade negra. Esta ligação com as raízes religiosas africanas está sedimentada desde o nome.Alafin significa título de nobreza e Oyó, região de Benin, próxima à Nigéria, de onde partiu a segunda ‘remessa’ de negros para trabalhar como escravos no Brasil, no século XVI.Segundo Fernando Pessoa, o afoxé homenageia “os representantes do orixá Xangô – os nobres vindos de Oyó”.Para se ter uma idéia da influência do Alafin Oyó, basta dizer que grupos pernambucanos como o Oxum Pandá, Axé da Lua, Reflexo da África e Olodum Pandá saíram de suas fileiras.



Patacão de Sola
Patacão de Sola é uma expressão que se refere ao que não tem valor, o contrario do que se resulta no encontro de George Lacerda e Lupa. Os dois músicos e pesquisadores da cultura popular brasileira se encontram para um parceria que às vezes se confunde com um duelo percussivo. Entre afoxés, cocos e maracatus, os patacões solam com precisão e singularidade suas percussões.



Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro

Com a proposta de criar um identificador cultural em Brasília, o Grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro inventou seu próprio mito, levando em suas apresentações elementos do cerrado para o imaginário popular. Com um som peculiar batizado de Samba Pisado, tendo como base importantes tradições, principalmente o Maracatu e o Cavalo-Marinho, o Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro unindo o terreiro e o picadeiro numa singular e moderna brincadeira.



DJ Márcio Magajanes
Márcio Magajanes é referência nos bastidores da cena de Brasília por sua ecleticidade, capacidade de informação e eterno vigor para pesquisa da música popular brasileira. À convite do São Batuque, Magajanes pula de cabeça no universo da cultura tradicional e estabelece um interessante diálogo entre afoxés, cacuriás, côcos, cirandas, emboladas e maracatus; ao assumir as pickups expõe seu namoro com a diversidade rítmica regional.


VJ Padjam
VJ Padjam busca projetar o fragmento mais interessante de uma cena. Mais que fusões de imagens e recursos visuais, seus vídeos querem relatar o que numa foto seria o momento mais cativo. O looping nada vulgarizado de uma stripper dos anos 50, o suor do músico que escorre na face, as pernas de um dançante desenfreado. VJ Padjam é o olhar do observador.

Larissa Montenegro (ChicoCorrea&EletronicBand)
De João Pessoa, na Paraíba, Larissa Montenegro é vocalista do Chico Correa & Electronic Band, banda que aponta uma trilha saliente na paisagem sônica brasileira e funde referências sertânico-agrestes a aspirações globo-locais.


DJ Rocha Miranda
O set de Rocha Miranda é norteado pela musicalidade das tradições rurais brasileiras. Entre rabequeiros virtuoses e emboladoras encantantes, figuram em seu universo sonoro elementos de cultura regional. O DJ candango apresenta desde versões puristas de canções de domínio popular a produções experimentais pós-manguebeat, privilegiando a percussão dançante.


Flávio Rubens
Quem disse que em Brasília não tem rabequeiro?

Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

III EDIÇÃO

De Guiné, África para o São Batuque (2007)



A querida mãe África já nos deu muita coisa boa, como a batucada. Neste mês do folclore, São Batuque, nosso santo profano e pagão, foi lá em Guiné buscar uma trupe para fazer uma boa reverência a ela que alimentou imensamente a nossa cultura popular.

Petit Mamady Keita é um dos melhores percussionistas da nova geração guineana. Iniciado no djembe aos 3 anos de idade, Petit Mamady viaja o mundo mostrando a arte tradicional das Aldeias e dos Balés Modernos de Conakry. Junto com ele, Fanta Konatê e Luis Kinugawa realizam um espetáculo de faltar palavras ao rei dos elogios. Assista ao video para ter uma idéia.

Programação:

• Petit Mamady Keita, Fanta Konatê e Luís Kinugawa (Guiné, África)
• Família Vagamundi e Flamini (circo) • Boi Estrelado • São Batuque
• Moçambique de Santa Efigênia • Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro
• DJ Rocha Miranda e DJ Pezão

Dia 19/08, domingo, 17h
Clube da Imprensa
R$ 3 até às 19h - ou leve sua alfaia e entre de graça.
Depois das 19h, R$ 7

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II EDIÇÃO

São Batuque - Edição especial Junina 2007




A edição especial de festa junina do São Batuque trouxe nada mais nada menos que o filho do Mestre Salu, Dinda Salustiano (PE). O encanto do Forró Rabecado, numa brincadeira com o Pé de Cerrado, levou moça bonita e cabra assanhado pro meio do salão. E só podia, era aniversário do Seu Estrelo, figura ilustre que costuma reunir batucada e dança láááááááááááá na mata.

O evento ainda contou com a participação do Coletivo (nome muito sugestivo pra quem só pensa em união na festa), dos Irmãos Saúde e suas ardilosas injeções de riso e com o quase e já encaminhado DJ vitalício da farra, Rocha Miranda.
Dinda Salustiano

Grupo Coletivo

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I EDIÇÃO

Primeiro São Batuque! ( Maio de 2007)



O primeiro São Batuque foi um evento digno de nossa devoção. Com o pé direito, subiram no altar Samba de Coco Raízes de Arcoverde (PE), Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro e Cacuriá Filha Herdeira. A danação foi completa, pois a festa ainda começou com um "esquenti" dos batuqueiros que se aventuraram a levar seus instrumentos e tocar em oferenda ao santo. Nos intervalos, o baticum ficou por conta do DJ Rocha Miranda.

Cacuriá Filha Herdeira


São Batuque - A batucada generalizada.

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